domingo, 26 de fevereiro de 2017

E se aparecesse um anjo...

José Maria C.S. André    26.02.17
Correio dos Açores,  Verdadeiro Olhar,  ABC Portuguese Canadian Newspaper,  Spe Deus, Clarim, O Alcoa, 26-II-2017

O último número da «Civiltà Cattolica» (uma revista editada pelos jesuítas, que funciona há quase 200 anos como órgão oficioso da Santa Sé) transcreve o diálogo do Papa Francisco com os Superiores Gerais das ordens religiosas, em 25 de Novembro passado. A conversa aborda muitos temas e as respostas são densas e interessantes. Também falaram do sacrifício e o Papa referiu-se concretamente ao cilício. Contou que lho apresentaram logo que entrou nos Jesuítas e afirmou que era útil: «mas atenção: não é para eu mostrar como sou bom e forte. A verdadeira ascese deve fazer-me mais livre. Considero que o jejum continua actual: mas como é que eu jejuo? Simplesmente deixando de comer? (...) Há uma ascese diária, pequena, que é uma mortificação constante».

Não sei justificar o efeito do sacrifício. Acredito no valor do sacrifício exactamente como na presença de Jesus na Eucaristia, porque Ele o disse. Em diversas circunstâncias, Jesus colocou os seus discípulos entre a espada e a parede, com perguntas do género: «também quereis ir embora?». Passados tantos séculos, ainda não se arranjou resposta melhor que a de Pedro. Em suma: não percebo, mas se és Tu quem o diz... Pedro é a sensatez em pessoa, porque Deus não Se engana nem nos pode enganar, mas a incompreensão permanece, independentemente de se acreditar em Deus e na Igreja. Porque é que o sacrifício é útil? Mistério!

Há casos simples. O sacrifício de um tratamento médico compreende-se. O sacrifício de acompanhar alguém que precisa de ajuda também. Até se compreende o treino desportivo, ou o esforço para ganhar uma competição. O difícil é compreender o sacrifício de Jesus, jejuando 40 dias e 40 noites; ou o sacrifício que a Igreja nos pede de jejuar certos dias da Quaresma: para quê?

Quando o Anjo apareceu aos Três Pastorinhos, em Fátima, fez-lhes um pedido estranho: «Oferecei constantemente ao Altíssimo, orações e sacrifícios de tudo o que puderdes, em acto de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores». E, logo no primeiro encontro com eles, Nossa Senhora perguntou: «Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em acto de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?».
A proposta é simples: a pessoa sacrifica-se (sem ninguém ver) e isso redunda em bem para os outros. Mas como? O Anjo lá sabe... As crianças, não perguntaram como. Aceitam? Aceitaram. A partir daí, ofereciam muitas vezes o almoço aos pobres, procuravam coisas amargas, não bebiam água no auge do calor, apertavam uma corda áspera à volta do corpo, até magoar, e ofereciam a Deus as doenças, as incompreensões e o medo.
Com a perspectiva dos anos que já passaram, o Anjo tinha razão. O sacrifício daquelas crianças beneficiou uma multidão que elas não podiam imaginar, nem chegaram a conhecer. Pelo efeito misterioso desses sacrifícios escondidos, muitíssimas pessoas se converteram e mudaram de vida, em Portugal e no resto do mundo.
Deu resultado, mas permanece a incógnita acerca de como esses sacrifícios transformaram o mundo. Não sei responder, mas pergunto-me: se um Anjo, ou o Papa, me fizessem a proposta de me sacrificar mais nesta Quaresma, como é que eu reagiria?


Aura Miguel convida Maria João Sousa Leitão

8º Domingo do Tempo Comum

«Não vos preocupeis, quanto à vossa vida, com o que haveis de comer, nem, quanto ao vosso corpo, com o que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento e o corpo mais do que o vestuário? 

Mt, 6 24-34

Maria vai com as outras ou Ela Decide?

FRANCISCO ALVIM     OBSERVADOR     26.02.17
Os nossos impostos não podem servir para matar inocentes lá fora, além dos que já morrem cá dentro com medidas idênticas. Nem pode isso ser imposto aos portugueses por um governo minoritário.
Para muitos terá passado despercebido, mas tudo aconteceu esta semana: na segunda-feira, o Público noticiava que vários países se juntaram à campanha She Decides (“Ela Decide”) que pretende servir como um fundo para promover o aborto em todo o mundo e, em particular, nos países em vias de desenvolvimento.
A iniciativa foi lançada há precisamente um mês pela ministra do Comércio Externo holandesa, Lilianne Ploumen, e surgiu como resposta à recuperação da Mexico City Policy (“Política da Cidade do México”) imposta por Donald Trump nos Estados Unidos, que levou ao corte do financiamento concedido por este país a organizações não-governamentais internacionais que realizam abortos ou prestam aconselhamento sobre o tema.
Sem aviso prévio e evitando o debate na opinião pública, eis que a iniciativa holandesa recolheu quarta-feira mais um apoio: o de Portugal.
A fazer fé no comunicado enviado às redacções e entretanto divulgado, “o Governo português, através da Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, informou as autoridades holandesas do seu apoio à iniciativa global She Decides”.
Vejamos então com mais atenção o que pretende este Governo apoiar:
Em traços gerais, a She Decides apresenta-se como uma iniciativa global que quer que as mulheres em todo o mundo possam exercer o direito de decidir se querem ter filhos, quando os querem ter e com quem.
Estranhamente, a ideia de saúde sexual e o modelo de planeamento familiar propostos assentam exclusivamente no direito (dito) fundamental da mulher a matar os próprios filhos.
Esquece-se que, pelo menos na maioria dos casos – porque, infelizmente, sempre existirão excepções –, a mulher pode decidir se quer ou não ter relações sexuais, quando as quer ter e com quem. O resultado é simples: permite-se a desresponsabilização, com o intuito de evitar as consequências naturais decorrentes de uma decisão que já se encontra, à partida, na esfera da mulher. É querer decidir a posteriori o que se fez antes.
Ao invés, os esforços deveriam concentrar-se na preparação e adopção de medidas para apoiar os casos de maternidade precoce e vulnerável, bem como os abrangidos pelas excepções referidas em cima, como sejam as gravidezes resultantes de relações sexuais forçadas ou não consentidas. É aqui que o trabalho tem de ser feito.
De igual modo, a proposta negligencia em absoluto o elemento masculino, o que não deixa de ser revelador da agenda ideológica por detrás de tal narrativa. Não fará mais sentido investir na formação em modelos de paternidade responsável, envolvendo globalmente as populações e membros de ambos os sexos? Ou será que só as mulheres é que têm direitos? E os direitos das crianças?
Por outro lado, convém esclarecer que a promoção do aborto seguro apenas leva uma ideia de relativa segurança à mãe que decide matar o seu filho. Para o ser indefeso que morre, não só se trata de um procedimento pouco seguro e doloroso como significa um vil ataque ao seu direito – esse, sim, fundamental – à vida. E as consequências psíquicas e físicas para a mulher que aborta?
Quanto ao apoio do Estado português, importa perceber se se trata apenas de apoio moral ou se há dinheiro dos contribuintes envolvido nesta simpatia lusitana. É que, mais do que granjear apoios políticos, o fundo She Decides tenciona angariar avultadas quantias para suprir as necessidades de organizações afectadas pelo recuo do financiamento americano. Se for o caso, com quanto pretende o Estado português contribuir? E nesse cenário, como será feito o controlo da aplicação desse dinheiro?
Os nossos impostos não podem servir para matar inocentes lá fora, além dos que já morrem cá dentro com medidas idênticas. Nem pode isso ser imposto aos portugueses por um governo minoritário e sem mandato para o efeito, já que – com excepção do fim das taxas moderadoras para quem recorre a aborto em Portugal – o programa de governo do PS não continha uma única palavra sobre este tema.
Já sabemos que vários países apoiam a iniciativa. E sabemos que muitos deles o fazem com uma intenção clara: para retaliar perante a tomada de posição de Trump. Sendo esse o caso, e numa fase em que a situação geopolítica mundial atravessa um período tão interessante quanto difícil, quererá o Estado Português ficar associado a um protesto internacional contra um presidente democraticamente eleito? Há coisas em que não convém mesmo ser uma maria vai com as outras.
Ou será que estamos perante mais um caso de favor à cartilha ideológica imposta por uma certa esquerda que vive agora deslumbrada com o poder? Será este o preço a pagar a Catarina Martins pela conivência hipócrita do Bloco de Esquerda no caso da CGD e dos SMS de Centeno? Se assim for, é triste, mas é o irónico desgoverno que temos: ela decide; ele sujeita-se.
Em qualquer dos casos, Costa não fica bem na fotografia. E isto é tão mais grave quando estamos a falar daquela que devia ser a primeira preocupação de qualquer estado de direito democrático: a defesa da vida.
Advogado, membro do movimento “Com o nosso dinheiro Não” e da TEM/CDS – Tendência Esperança em Movimento

11 e 12 de Março : Retiro Aberto

  Retiro Aberto 2017 by papinto on Scribd

sábado, 25 de fevereiro de 2017

A culpa é a dor do que não fomos

JOSÉ LUÍS NUNES MARTINS     RR.SAPO.PT  
A culpa pisa e repisa. Calca e esmaga. Chicoteia, quase sem fim. Nunca mata, apenas quer prolongar o sofrimento. 
A liberdade condena-nos à responsabilidade. Ser livre é decidir, mas é, ainda mais, ter de aprender a viver com todas as consequências das nossas escolhas. Boas e más. A culpa aparece quando nos damos conta de termos sido autores de um mal.

Contudo, muitas vezes somos irresponsáveis… não só não assumimos as nossas faltas como as atribuímos a outros… alguns dos quais as aceitam sem compreender que carregam peso que não é seu.

A falta nunca está no que sentimos, mas no que aceitamos sentir. A culpa também.

O pior da culpa é o espaço e o tempo que abre ao medo. O culpado que tem disso consciência já está a cumprir parte da sua pena, um temor constante que o paralisa, impedindo-o das alegrias mais simples.

A culpa redime-se, não pelo pesar nem pelo remorso, mas pelo arrependimento. Compromisso pelo qual o futuro se altera a fim de lançar um verdadeiro perdão sobre o passado. Quem se perde a justificar-se apenas mascara a sua culpa, dando ao mal ainda mais força e poder.

O arrependimento só tem sentido e valor se, de facto, as decisões futuras obedecerem à nobre vontade de nos aperfeiçoarmos e, recorrendo a todos os meios necessários, não voltarmos a cometer o mesmo crime contra nós mesmos.

A vontade de expiar a culpa é o princípio do seu fim.

A culpa de tanta infelicidade não costuma ser dos outros, mas de nós mesmos.

Nascemos para ser felizes, não para ser escravos do passado, nem do medo ou da culpa.

O sofrimento e as crianças

INÊS TEOTÓNIO PEREIRA    25.02.2017   DN

Os nossos filhos não sofrem. Não está na moda sofrer, não é bonito, sendo mesmo um sinal de fraqueza. E nós somos peritos em afastar os nossos filhos de tudo o que os possa fazer sofrer. Somos radicalmente bons nisso. Não queremos que eles vejam, que eles sintam ou que eles passem por uma qualquer experiência que também os possa fazer sofrer. Afastar as crianças do sofrimento é hoje um dogma. Se eles sofrem pelas frustrações que inevitavelmente vão tendo, damos a volta ao mundo e ao shopping para que eles não conheçam a privação. Se a avó está doente e "faz impressão" ir visitá-la ao hospital e vê-la sofrer, o melhor é não os levar. Se alguém morre e a comoção de um funeral assim como a própria morte podem "traumatizar" as crianças, o melhor é deixá-las em casa a jogar PlayStation. A morte e o sofrimento dão na televisão, não se experimentam em vida. Vão ter tempo para sofrer e para viver tudo isto, dizemos baixinho. Mas não vão. O sofrimento faz parte da vida, quer queiramos quer não, quer achemos que é injusto ou não, e afastar as crianças dessa inevitabilidade é afasta-las da vida. A primeira vez que vi um homem chorar tinha 7 anos. Era meu tio-avô e a sua irmã tinha morrido. Viu-o a entrar na capela, a destapar a cara da minha tia e a irromper num pranto. Se até ali ainda não tinha chorado pela morte da minha tia-avó, as lágrimas saíram-me pelo sofrimento daquele velhinho enorme que de repente ficou tão frágil. Fez-me impressão e não me esqueço da impressão que me fez. Foi a primeira vez que a vida me fez impressão. Até lá tudo o que retratava morte ou sofrimento passava na televisão. Até lá fui mera espectadora do sofrimento. Mas só naquele instante senti o que é a dor. Fez-me mal? Não, fez-me ficar menos mal. Emocionei-me pelos outros e até à data só me tinha "emocionado" nas lutas com os meus irmãos.
Afastar as crianças do sofrimento é encaminhá-las para um mundo de fantasia onde só se chora por frustração. É mostrar-lhes um mundo onde o sofrimento dos outros é uma mera abstração e a morte o argumento do Walking Dead. Faz, principalmente, que eles achem que a dor de alma ou física é um desvio e não uma inevitabilidade. É como ensinar alguém a guiar sem explicar onde é o travão. É uma maldade. Se não soubermos o que é sofrer, desesperamos quando conhecermos a dor e até matamos para acabar com ela. Não, o sofrimento não está nos vídeos do YouTube e circunscrito a zonas do globo; ele está deitado numa cama de hospital com os nossos avós. E não, o sofrimento não faz só impressão às crianças, também as comove. E é bom chorar por comoção. Ele existe mesmo e, tal como todas as más notícias, o melhor é serem os pais a dá-las.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Dez anos depois da liberalização do aborto o bebé ainda conta?

JOSÉ MARIA DUQUE    NOSOSPOUCOS.BLOGSPOT.COM   22.02.17

No passado onze cumpriram-se dez anos do referendo que liberalizou o aborto em Portugal. Dez anos desde que, à custa de um referendo não vinculativo onde mais de metade da população não votou, a vida intra-uterina deixou de ter qualquer protecção legal até às dez semanas de gestação.

Nos dez anos do referendo foram feitas várias reportagens. Fomos inundados por uma quantidade de número e de estudos. Várias pessoas se congratularam porque o número disto e daquilo é "melhor" do que o esperado.

Eu peço desculpa se ferir alguma sensibilidade, mas 170 000 crianças mortas antes de nascer é um facto que não pode deixar de horrorizar. Se são menos ou mais do que o esperado, se o número de abortos aumenta ou diminui, parecem-me factos menores diante desta multidão de crianças que nunca chegaram a nascer.

A indiferença perante o bebé dentro da barriga da mãe é talvez uma das piores consequências da liberalização do aborto. O facto é que passados dez anos o aborto se tornou algo banal. E tornou-se banal precisamente porque se perdeu a consciência de que dentro do ventre materno está uma vida humana.

A campanha contínua daqueles que defendiam a liberalização do aborto para afirmar que a vida que cresce dentro da mulher é apenas uma "coisa" deu frutos. Mesmo perante a evidência científica de que se tratava de uma vida, os defensores do aborto arranjaram sempre maneira de menorizar a questão: é só umas células, não é pessoa, não sente dor, não tem sistema nervoso central.

É evidente que a relativização da vida humana é fruto de uma campanha maior e mais abrangente que a do aborto. O relativismo ameaça dominar todo o pensamento da nossa sociedade. Contudo, a campanha do aborto (que começou logo em 97 e se prolonga até aos nossos dias) desempenhou e desempenha um papel fundamental neste mudança de mentalidade.

Por isso damos por nós num tempo onde se afirma que a vida humana tem o valor, tem a dignidade, que a sociedade entender. Já não é um bem objectivo, inviolável, mas sim um direito relativo, que depende da maioria que se senta em São Bento. Um direito cuja a violação tem como limite apenas a indignação popular nos media e na internet.

E é por isso que passados dez anos estamos agora a debater a eutanásia. Porque a porta aberta pelo aborto livre permitiu que se fosse avançando nesta relativização do valor da Vida. De tal modo que é possível afirmar que uma pessoa doente já não tem dignidade. Que a dignidade de cada pessoa depende do que ela própria acha. Que a vida só é válida quando se tem autonomia!

A consciência da inviolabilidade da vida humana perdeu-se neste últimos dez anos. 170 000 crianças mortas antes de nascer tornaram-se apenas numa estatística. A possibilidade de matar um doente tornou-se num acto de dignificação da Vida Humana.

É por isso urgente voltar a afirmar o carácter objectivo do valor da Vida. Porque a curto termo podemos até ganhar debates sobre a eutanásia, adiar votações, fazer pequenas alterações legislativas que diminuam o número de abortos. Mas estamos condenados a perder esta guerra enquanto não conseguirmos criar em cada pessoa a consciência de que cada Vida Humana é digna, independentemente de qualquer circunstância ou condição.

O problema do aborto, assim como o problema da eutanásia, antes de ser um problema político, ou um problema social, é um problema da consciência de cada pessoa sobre o Valor da Vida. Dizia o Servo de Deus Luigi Giussani, que partiu para o céu faz hoje 12 anos, que as forças que mudam a história são as forças que mudam o coração do homem. É preciso por isso que demos testemunho corajoso e público do valor do Homem, para fazer renascer no coração de cada um esta certeza de que cada Vida Humana é um bem.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

20 de Fevereiro: Dia dos Pastorinhos

POVO 20.02.17


"A grande virtude dos pastorinhos não foi terem visto Nossa Senhora, mas essencialmente a heroicidade no sofrimento"

Capelão do Hospital de Dona Estefância


No centenário das Aparições de Fátima, possamos reacender a nossa devoção aos Pastorinhos, não só pelo facto de serem videntes, mas como heróis no sofrimento. A sua vida tão curta marcou o mundo até aos dias de hoje, com o seu amor à Paz, à Igreja e ao Santo Padre. Este ano, no centenário das aparições de Fátima, a celebração deste dia estendeu-se a Londres e uniu a Paróquia de Cascais à Igreja que sofre no Iraque.

Beatos Francisco e Jacinta, rogai por nós


Também na preparação para o centenário das Aparições de Fátima, 
a paróquia de Alverca convida todos a um Concerto na Igreja dos Pastorinhos

4 de Março, às 21:30
Concerto
O POVO CRISTÃO EM PEREGRINAÇÃO 
CANTA A NOSSA SENHORA
ENTRADA LIVRE

Nadador português bate recorde mundial e europeu

O nadador português de natação adaptada, Filipe Santos, bateu o recorde do Mundo dos 25 metros livres e da Europa dos 25 metros mariposa, no decorrer do Campeonato Nacional de Inverno da Mealhada.
O atleta, portador de Síndrome de Down, nadou a distância em 14.15 minutos, superando o anterior recorde mundial de 14.56 minutos que estava na posse do sul-africano Sean O’Neil, desde 2007.
Antes deste feito e ainda na mesma competição, o nadador do FC Ferreiras, havia superado o recorde europeu dos 25 metros mariposa ao registar no cronómetro 15.89 minutos.

Carta Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa no Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima

O milagre dos pastorinhos

Pe. GONÇALO PORTOCARRERO DE ALMADA   www.vozdaverdade.org     20.02.17

Consta um novo milagre atribuído à intercessão dos beatos Francisco e Jacinta Marto. A notícia ainda não foi oficialmente confirmada mas, se o for, ficará aberto o caminho para a canonização dos dois mais novos pastorinhos de Fátima. Tendo em conta que a sua beatificação ocorreu em Fátima, a 13 de Maio de 2000, quando São João Paulo II peregrinou pela última vez ao santuário da Cova da Iria, não seria impossível, embora muito improvável, que o Papa Francisco ambos canonizasse no próximo dia 13 de Maio, por ocasião da sua peregrinação a Fátima, no centenário da primeira aparição mariana. 
O alegado milagre só poderá ser reconhecido como tal depois de analisado por três comissões. À científica cabe provar que o facto extraordinário não é susceptível de explicação natural. A comissão teológica tem que reconhecer que o eventual milagre se deve à intercessão dos bem-aventurados Francisco e Jacinta. Por último, o pleno da Congregação para as Causas dos Santos deverá aprovar a canonização que, em última instância, é decidida pelo Papa. Nestas questões, a Igreja é particularmente cautelosa e, por isso, não é de estranhar que seja longo o processo a realizar desde o rumor de um possível milagre até à beatificação, ou canonização, do servo de Deus em causa.
Mas, mesmo que, por razão da necessária complexidade e demora deste processo, já não seja possível que o Papa Francisco os canonize por ocasião da sua vinda a Fátima, a verdade é que, a confirmar-se o possível milagre atribuído aos dois mais novos pastorinhos, está agora mais próxima a sua tão desejada canonização.
Embora muito se tenha já feito no sentido de dar a conhecer a vida santa de Jacinta e Francisco Marto, é pena que, mesmo entre os cristãos, nem todos conheçam suficientemente estes tão impressionantes exemplos de santidade. De facto, ao ler as Memórias da Irmã Lúcia – cujo processo de beatificação, concluída a fase diocesana, prossegue agora em Roma – fica-se muito impressionado com a heroica virtude a que, em muito pouco tempo, chegaram aqueles dois irmãos.
A sua mudança e conversão é tanto mais significativa quanto é certo que tais crianças eram, antes das aparições, muito normais, também nos seus defeitos infantis. A Jacinta tinha os caprichos próprios das meninas da sua idade e o Francisco fazia as travessuras comuns aos rapazes da sua aldeia: numa ocasião, por exemplo, atirou pedras aos miúdos de uma povoação vizinha, com outros garotos de Aljustrel. Outra vez, ao ver em casa um irmão mais velho que, à lareira, dormitava, só não lhe meteu pela boca um bicharoco porque o pai, in extremis, o impediu de consumar a malandrice … Nem sequer eram crianças particularmente piedosas: apesar de terem todo o dia por sua conta e os pais lhes recomendarem a reza diária do terço, nem isso faziam, para terem mais tempo para as suas brincadeiras pueris, enquanto pastoreavam os rebanhos familiares.
Se é verdade que, de início, de ‘santinhos’ não tinham nada, quando morreram eram já de uma comprovada virtude: impressiona ver a sua rija piedade, a sua mortificação heroica, a sua extraordinária devoção eucarística, sobretudo do Francisco, sempre desejoso de fazer companhia a ‘Jesus escondido’ no sacrário; o seu terno amor pela Senhora mais brilhante do que o sol que se lhes aparecera; as suas ânsias de reparação pelos pecados de todos os homens; a sua filial oração pela Igreja e pelo Santo Padre; o seu empenho em sufragar as almas do purgatório; a sua generosidade na oração e expiação pela conversão dos pecadores, aterrorizados como ficaram com a visão do inferno.
Mesmo que Fátima não estivesse associada a mais nenhum fenómeno extraordinário, a santidade dos pastorinhos seria ‘milagre’ mais do que suficiente para atestar a sua autenticidade sobrenatural. Mas é também um repto e, quase, uma provocação: se eles, em tão pouco tempo, progrediram tanto espiritualmente, porque não aprendemos nós a lição?! Porquê esta nossa demora em segui-los pelos caminhos da santidade, que eles tão heroicamente percorreram em tão pouco tempo?!
Em boa hora a Conferência Episcopal quis assinalar o centenário das aparições marianas da Cova da Iria com uma carta pastoral, “Fátima, sinal de esperança para o nosso tempo”, para ler e meditar. Para os mais novos, que bom seria dar-lhes a conhecer as vidas heroicas dos bem-aventurados Jacinta e Francisco Marto! Se Nossa Senhora confiou tanto naquelas três crianças, que escolheu para suas interlocutoras e mensageiras, porque não fazer outro tanto com os jovens das nossas famílias, catequeses e escolas?

O pós-polvo

HELENA MATOS  OBSERVADOR   20.02.17

Todos os dias vemos crescer, qual polvo, dentro do Estado, os tentáculos da ideologia. Na Educação, na Saúde, no Trabalho. Quando a geringonça se desfizer o polvo lá ficará trabalhando para ela.

Menos Matemática e menos Português. Mais ideologia e muita conversa da treta ou seja o regresso da Cidadania e Área de Projecto. À primeira vista é o que se oferece dizer sobre as mudanças curriculares agora anunciadas. Claro que também se pode acrescentar que se adivinha promissor o negócio das explicações de Português e Matemática e dos colégios particulares (os tais que a abastada esquerda caviar diz escolher não por causa dos bons resultados mas sim por causa dos horários ou até por simples acaso, como sucede com a senhora secretária de Estado da Educação cujas filhas frequentam por acaso, mas só por acaso, uma escola alemã) pois as disciplinas de Cidadania e a Área de Projecto não servem para nada de nada a não ser, claro, para doutrinar as crianças e jovens.
Como é óbvio a quem tenha minimamente acompanhado o que se ministra nessas aulas, elas versam as maravilhas do socialismo ou melhor dizendo denunciam a infâmia do capitalismo e da indústria, exaltam o regresso a uma economia de trocas, a superioridade das causas fracturantes do momento e, como ensina a experiência de quem foi encarregada de educação nos tempos em essas disciplinas existiam, afectam horas e horas à problemática da turma, o que está a acontecer à turma, o que vai fazer a turma…
O ataque às escolas com contrato de associação já o anunciara: não são os resultados escolares que importam ao Ministério da Educação, mas sim garantir o poder da corporação do senhor Nogueira e do PCP e fazer da sala de aula um espaço de ideologia à espera das causas inventadas e por inventar pelas agremiações que pululam em torno de BE e do PS.
Mas o fenómeno que estamos a viver é muito mais amplo que uma simples mudança curricular. E está longe de se restringir à Educação. Se repararmos, em nome de causas apresentadas como progressistas, todas as semanas vemos crescer, qual polvo, dentro do Estado, os tentáculos da ideologia: uma semana são os curricula que perdem conteúdos para dar lugar aos comportamentos; na outra as comissões para avaliar o racismo e o que é o racismo e porque não há queixas por racismo; na outra e na outra, que o assunto é muito sério e rentável, a reversão da legislação do trabalho, oficialmente sempre em nome dos trabalhadores e na prática um esquema em que estruturas cada vez menos representativas tratam de blindar o seu monopólio na contratação colectiva.
Dos efeitos devastadores da actividade dos comissários-tentáculos não me restam dúvidas, seja nas escolas, seja na legislação laboral, seja na saúde, seja nesses bairros das periferias onde, certamente inspirados pelo exemplo francês, activistas vários tentam criar casos que uma comunicação social cada vez mais a trabalhar nas redes sociais e menos na rua transmite sem qualquer noção da realidade. (Quando foi a última vez que um jornalista foi ao Bairro 6 de Maio na Damaia sem ser tutelado por um activista, cientista social ou membro de uma associação?)
O controlo ideológico das decisões técnicas, que há anos parecia impossível, acontece agora sem gerara quaisquer perguntas. Veja-se, por exemplo, o caso da integração dos gays na população de risco para dádiva de sangue: a Direcção-Geral de Saúde defende que existe risco ou pelo menos defendia até 17 deste mês. Mas os “activistas” e o polvo ideológico defendem que não e basta tal acontecer para que logo apareçam os títulos que fazem a desgraça de qualquer ser com existência pública. Resultado, a DGS mudou as suas normas. Discussão sobre o assunto? Nenhuma. Há risco? Não sabemos.
É este polvo, muito mais do que a economia ou as finanças, que vai condicionar Portugal nos próximos anos. Porque mesmo quando a geringonça se desfizer, eles, os comissários, vão ficar lá, blindados nas funções criadas à sua medida, nos seus cargos ideológicos, nos seus programas que implicam sempre mais programas. O dízimo que Costa está a pagar à esquerda radical vai atrasar-nos anos e anos e aumentará em muito a conflitualidade pois o preço da descrispação presente é a enorme crispação futura que teremos de suportar. Por cada dia de silêncio e descrispação é mais uma comissão nomeada, um programa aprovado, um plano equacionado. Todos durante anos e anos vão determinar não só o que podemos fazer mas também o que devemos pensar e sobretudo o que devem pensar os nossos filhos e netos.
E aqui chegamos ao que me intriga: como vai ser o pós-polvo? Ou melhor dizendo, como vai ser o momento em que a geringonça sair do governo e lá deixar, trabalhando para si, o polvo? Voltaremos ao tempo em que os ministros da Educação viviam sitiados na 5 de Outubro? Provavelmente sim mas sobretudo veremos como esse estado dentro do estado, na verdade a sua casta, usará todos os meios ao seu alcance para manter os seus privilégios e poderes não escrutinados e desse modo prolongar a geringonça muito para lá da sua vida eleitoral.
Que governo lidará ou pactuará com isto? Terá o centrão de regressar para desalojar o polvo? Não sei. Mas sei que seja quem for não vão ser tempos fáceis de viver.
PS. Curiosamente quanto menos sei sobre um futuro governo mais claro se me afigura o que pode acontecer na Presidência da República: caso se consiga demitir a tempo – ou seja antes de se tornar óbvia a fatura da reposição e das reversões – e com uma boa desculpa, muito provavelmente António Costa será candidato nas próximas presidenciais e ainda mais provavelmente ganhará pois Marcelo, mesmo que conte com a indiferença do PSD, dificilmente contará com o voto dos eleitores do PSD ou do CDS.

Três Serões sobre Educação

O Colégio de S. José do Ramalhão, propõe a todos, três serões sobre educação. Além dos temas, datas e oradores, que se seguem, em cada encontro, haverá o testemunho de uma família e um tempo de diálogo.

Vida de Jacinta Marto continua a ser «muito inspiradora»

ECCLESIA.PT   20.02.16

Frisa o capelão do Hospital Dona Estefânia, onde a mais nova dos três pastorinhos faleceu a 20 de fevereiro de 1920 

Lisboa, 20 fev 2016 (Ecclesia) – O Santuário de Fátima assinala hoje o Dia dos Pastorinhos, com especial menção pela data da morte da beata Jacinta Marto, a mais nova dos três videntes de Fátima, falecida a 20 de fevereiro de 1920.
Em entrevista à Agência ECCLESIA, o capelão do Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, onde Jacinta passou os seus últimos dias, destaca uma figura “muito inspiradora” para a Igreja Católica, para a pessoa doente e para o próprio hospital.
O padre Carlos Azevedo recorda que os pastorinhos de Fátima - Francisco, Jacinta e Lúcia – foram não apenas exemplos de devoção e de fé mas também de “heroicidade no sofrimento”.
E no caso de Jacinta Marto, que morreu vítima de doença bronco-pulmonar, “ela passou por muitas provações, não só no Dona Estefânia mas especialmente aqui”, frisa o sacerdote.
O Hospital Dona Estefânia é uma unidade de saúde particularmente orientada para o tratamento de crianças e jovens.
“Jacinta Marto foi aqui sujeita a uma intervenção cirúrgica muito difícil. O facto de ela ter passado aqui tantas horas sozinha, sem a família, inspirou muitos profissionais a estimularem os pais para que a sua presença não fosse só durante uma curta visita durante o dia, mas que pudessem estar todo o dia junto delas, das suas camas, enquanto estivessem internadas", conta o capelão.
Os sinais da presença de Jacinta Marto naquela casa continuam a dar alento a todos quantos por ali passam.
“Muita gente diz que veio para a Estefânia trabalhar pelo facto de Jacinta Marto ter passado por aqui, e pela sua devoção e fé católica. Temos também muitos voluntários que vêm tocados pela mensagem de Fátima e aqui servem a instituição e os seus principais utentes, as crianças”, explica o padre Carlos Azevedo.
Além disso, “muitas crianças se recomendam a Jacinta Marto, pedem a sua intercessão, muitos profissionais também, e muita gente procura a capela do hospital diariamente como um espaço para encontrarem alento para o seu sofrimento, um pouco mais de força e de coragem”, acrescenta.
Para o sacerdote, o exemplo dos três pastorinhos, e concretamente de Jacinta, continua hoje a ser essencial, também para o modo como as pessoas podem ultrapassar o seu sofrimento.
 “Muitas vezes isto serve para passarmos para a restante comunidade hospitalar um bocadinho dessa fortaleza, para que nas horas de maior dificuldade, não seja só o sofrimento a comandar a vida, mas também a nossa valentia, a nossa fé, o nosso amor, a esperança que é tão fundamental nestas horas”, conclui o padre Carlos Azevedo.
Este domingo, o Programa ECCLESIA na Antena 1, pelas 6h00 da manhã, vai assinalar o aniversário da morte de Jacinta Marto, com uma conversa com o capelão do Hospital Dona Estefânia, que falará também sobre a forma como o legado da pastorinha continua a atrair à unidade de saúde inúmeros peregrinos.
Já há inclusivamente um roteiro de peregrinação que passa também pelo Convento das Clarissas, na Estrela, onde Jacinta Marto esteve, e a igreja dos Anjos, onde a pastorinha foi velada.

20 de Fevereiro: Dia dos Pastorinhos Jacinta e Francisco Marto


BEATOS FRANCISCO E JACINTA MARTO


FRANCISCO MARTO


Nasceu a 11 de Junho de 1908.
Faleceu a 4 de Abril de 1919.
Foi beatificado em Fátima por João Paulo II, a 13 de Maio de 2000.
Já na sua humilde família aprendeu com sua irmã Jacinta a conhecer e louvar a Deus e a Virgem Maria.
Um anjo e a Santíssima Virgem exortaram-no a rezar e a fazer penitência pela remissão dos pecados, para obter a conversão dos pecadores e a paz para o mundo. A partir de então teve só uma preocupação: cumprir os pedidos do Anjo e de Maria, progredindo assim continuamente no caminho da perfeição.
Foram as palavras do Anjo «Consolai o vosso Deus» que vivamente impressionaram o Francisco e orientaram toda a sua vida. Ele quis ser o Consolador de Jesus principalmente pela recitação do terço e pela adoração a Jesus Escondido no sacrário da igreja paroquial.
Em Fátima, a 13 de Maio, no ano jubilar 2000, o Papa João Paulo II inscreveu-o no número dos bem-aventurados.
1908
Junho 11: nasce em Aljustrel, paróquia de Fátima, penúltimo dos sete filhos de Manuel Pedro Marto e Olímpia de Jesus.
Junho 20: é baptizado com o nome de Francisco na Igreja paroquial de Fátima.
1916
Com 8 anos começa a pastorear o rebanho de seus pais.
Primavera: 1.ª aparição do Anjo no Cabeço.
Verão: 2.ª aparição do Anjo no poço do Arneiro.
Outono: 3.ª aparição do Anjo no Cabeço.
1917
Maio, Junho e Julho 13: 1.ª, 2.ª e 3.ª aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria.
Agosto 13: é levado para  Vila Nova de Ourém.
Agosto 15: regressa a Aljustrel.
Agosto 19: 4.ª aparição de Nossa Senhora nos Valinhos.
Setembro e Outubro 13: 5.ª e 6.ª aparições de Nossa Senhora.
1918
Outubro 18: adoece com a epidemia da gripe espanhola.
1919
Março 19: agrava-se a doença.
Abril 2: recebe o sacramento da Reconciliação pelo Padre Moreira.
Abril 3: recebe o Viático – 1.ª Comunhão.
Abril 4: morre serenamente pelas 22h00.
Abril 5: é sepultado no cemitério de Fátima.

1950
Março 29: D. José Alves Correia da Silva, Bispo de Leiria, recebeu licença, da Sagrada Congregação dos Ritos, para organizar o Processo Diocesano sobre a fama de santidade, virtudes e milagres do Francisco.
1952
Fevereiro 17: identificação dos seus restos mortais.
Março 13: trasladação para a Basílica de Fátima.
Abril 30: início do processo informativo diocesano (63 sessões e 25 testemunhas).
1979
Agosto 1: encerramento do processo.
Agosto 3: entrega do processo à Sagrada Congregação dos Santos.
Dezembro 20: abertura do processo em Roma.
1989
Maio 13: João Paulo II decretou a heroicidade das virtudes de Francisco (decreto sobre as virtudes) concedendo-lhe o título de venerável.
1997
Junho 26: entrega em Roma do processo sobre a cura de Emília Santos.
1999
Junho 28: decreto sobre o milagre da cura de Emília Santos.
2000
Maio 13: beatificação, em Fátima, pelo Papa João Paulo II.


JACINTA MARTO

Nascida a 11 de Março de 1910.
Falecida a 20 de Fevereiro de 1920.
Beatificada em Fátima por João Paulo II, a 13 de Maio de 2000.
Já na sua humilde família aprendeu com seu irmão Francisco a doutrina cristã.
Um anjo e a Santíssima Virgem exortaram-na a rezar e a fazer penitência pela remissão dos pecados, para obter a conversão dos pecadores e a paz para o mundo. A partir de então fez todos os sacrifícios possíveis para converter os pecadores e desagravar o Coração Imaculado de Maria. Dedicava um amor especial também ao Santo Padre. «Sofro muito, mas ofereço tudo pela conversão dos pecadores e para reparar o Coração Imaculado de Maria, e também pelo Santo Padre», confidenciou a Lúcia. «No Céu vou amar muito a Jesus e o Coração Imaculado de Maria», declarou pouco antes de morrer.
Em Fátima, a 13 de Maio, no ano jubilar 2000, o Papa João Paulo II inscreveu-a no número dos bem-aventurados.

1910
Março 11: nasce em Aljustrel, paróquia de Fátima; sétima e última filha de Manuel Pedro Marto e Olímpia de Jesus.
Março 19: é baptizada na Igreja paroquial de Fátima.

1916
Com 6 anos começa a trabalhar como pastorinha juntamente com seu irmão acompanhando o rebanho dos seus pais.
Primavera: 1.ª aparição do Anjo na Loca do Cabeço.
Verão: 2.ª aparição do Anjo no poço do Arneiro.
Outono: 3.ª aparição do Anjo na Loca do Cabeço.

1917
Maio, Junho e Julho 13: 1.ª, 2.ª e 3.ª aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria.
Agosto 13: é levada para Vila Nova de Ourém.
Agosto 15: regressa a Aljustrel.
Agosto 19: 4.ª aparição da Senhora nos Valinhos.
Setembro e Outubro, 13: 5.ª e 6.ª aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria.

1918
Outono: adoece com a epidemia da gripe espanhola.

1919
Abril 4: Morte de Francisco.
Julho 1 a Agosto 31: é internada no Hospital de Vila Nova de Ourém.

1920
Fins de Janeiro: é admitida no Orfanato de N. Sr.ª dos Milagres, em Lisboa.
Fevereiro 2: é internada no Hospital de D. Estefânia.
Fevereiro 10: é operada.
Fevereiro 16: aparece-lhe Nossa Senhora e fica sem dores.
Fevereiro 20: recebe o sacramento da Reconciliação pelas 20h00.
Fevereiro 20: morre pelas 22h30.
Fevereiro 24: é sepultada em Vila Nova de Ourém.

1935
Setembro 12: trasladação do seu corpo para o Cemitério de Fátima.

1950
Março 29: D. José Alves Correia da Silva, Bispo de Leiria, recebeu licença, da Sagrada Congregação dos Ritos, para organizar o Processo Diocesano sobre a fama de santidade, virtudes e milagres da Jacinta.

1951
Abril 30: identificação dos seus restos mortais.
Maio 1: trasladação para a Basílica de Fátima.

1952
Abril 30: início do processo informativo diocesano (77 sessões e 27 testemunhas).

1979
Julho 2: encerramento do processo.
Agosto 3: entrega do processo à Sagrada Congregação dos Santos.
Dezembro 20: abertura do processo em Roma.

1989
Maio 13: João Paulo II decretou a heroicidade das virtudes de Jacinta (decreto sobre as virtudes) concedendo-lhe o título de venerável.

1997
Junho 26: entrega em Roma do processo sobre a cura de Emília Santos.

1999
Junho 28: decreto sobre o milagre da cura de Emília Santos.

2000

Maio 13: beatificação, em Fátima, pelo Papa João Paulo II.

Paróquia de Cascais envia apoio financeiro para refugiados cristãos no Iraque

WWW.ECCLESIA.PT    16.02.17


A Paróquia de Cascais, no Patriarcado de Lisboa, promoveu uma campanha de recolha de fundos a favor de uma clínica de saúde em Erbil, no Curdistão Iraquiano, que presta apoia a mais de 2800 cristãos refugiados e deslocados.
De acordo com um comunicado da paróquia, enviado à Agência ECCLESIA, a verba angariada vai ser entregue este domingo, dia 19 de fevereiro, à Fundação Ajuda a Igreja que Sofre (AIS), no final de uma missa presidida pelo cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente.
O projeto solidário nasceu na sequência de uma visita recente do arcebispo de Erbil a Portugal, a convite da AIS.
Na altura, em novembro de 2016, D. Bashar Warda “alertou para a situação trágica em que se encontram as comunidades cristãs na sua diocese e em todo o país”.
Durante a celebração, que tem início marcado para as 11h00 e está integrada no Dia dos Pastorinhos de Fátima, a Vigararia de Cascais vai também cumprir outra “promessa” feita ao arcebispo iraquiano, e “enviar uma imagem de Nossa Senhora para a Catedral de Erbil”.
A acompanhar a referida imagem, que será benzida este domingo por D. Manuel Clemente, irão “centenas de terços, dezenas e postais feitos pelas crianças da catequese de Cascais”, explica a AIS.
A Missa com o cardeal-patriarca vai ter lugar no hipódromo da vila de Cascais e está inserida no programa comemorativo do Centenário das Aparições de Nossa Senhora de Fátima.
Antes da Eucaristia, crianças da paróquia local e de outras paróquais da Vigararia de Cascais vão animar a oração do terço.
Os milhares de cristãos atualmente refugiados e deslocados em Erbil, no Curdistão Iraquiano, tiveram de deixar as suas casas e fugir na sequência de um ataque do Estado Islâmico na Planície de Nínive, em agosto de 2014.



Imagem de Nossa Senhora de Fátima coroada na Catedral de Westminster

www.rtp.pt    18.02.2017

A cerimónia foi presidida pelo cardeal Vincent Nichols, arcebispo de Westminster e presidente da Conferência Episcopal de Inglaterra e País de Gales, teve a assistência de centenas de pessoas, que esgotaram a capacidade do templo, estimada em 3.000 pessoas. 
A imagem recebeu uma réplica da coroa feita pela mesma joalharia portuguesa que elaborou a joia que em 1942 coroou a imagem original que está em Fátima.
A imagem peregrina foi benzida em Fátima pelo papa Paulo VI e entregue em Inglaterra em 1968 - numa altura em que "uma série de imagens peregrinas" foram colocadas em vários países pelo Apostolado Mundial. 
A nova coroa foi benzida pelo bispo de Leiria/Fátima, António Marto, antes de ser transportada pessoalmente por Jorge Leitão, neto do autor da joia original e responsável pela joalharia Leitão e Irmão.
"Pediram-me para fazer uma coroa para Inglaterra. Eu acho um tema apaixonante, como joalheiros da coroa, fazer coroas para a Nossa Senhora. A partir daí, envolvemo-nos em modernizar a coroa que está na Capelinha das Aparições, fazer uma reinterpretação dessa peça e criando uma coroa para uma rainha do século XXI", disse Jorge Leitão à agência Lusa 
A coroa original é uma joia de ouro com 1.200 gramas, 950 brilhantes, 1.400 diamantes, 313 pérolas, uma esmeralda grande, 13 esmeraldas pequenas, 33 safiras, 17 rubis, 260 turquesas, uma ametista e quatro águas marinhas, tendo o material sido oferecido por populares portugueses.
A coroa que foi instalada hoje na cabeça da imagem peregrina é feita de prata dourada.

 
FOTO DE @FRANCISCONORONHAANDRADE
"A prata e o material vão ser recolhidos durante a peregrinação centenária por Inglaterra e por isso vai repor aquilo que a Casa Leitão adiantou", adiantou o responsável. 
O diretor do secretariado internacional do Apostolado Mundial, Nuno Prazeres, saudou o evento, que considerou de grande importância por ter sido realizado na Catedral de Westminster e pelo primaz de Inglaterra. 
"Este evento tem uma grande importância porque, com a visita da imagem peregrina à Inglaterra e ao País de Gales, iniciam-se aqui solenemente as celebrações do centenário das aparições de Fátima", afirmou à Lusa. 
O Apostolado Mundial, que tem como missão divulgar a mensagem de Nossa Senhora de Fátima em todo o mundo, vincou, "alegra-se com esta iniciativa neste país, de forma a dar ao povo inglês e também à comunidade de portugueses presente neste país, poderem venerar a imagem de nossa senhora de Fátima e prestar a sua homenagem". 
A organização do evento teve um envolvimento muito grande da comunidade filipina, cujos membros senão guardiões da imagem peregrina, tendo três crianças vestido-se como Lúcia, Francisco e Jacinta para transportar réplicas das "relíquias" dos pastorinhas.
 
FOTO DE @FRANCISCONORONHAANDRADE

No entanto, também atraiu a atenção de vários portugueses residentes em Londres, como foi o caso de Lídia Cabral.
"Como portuguesa, temos muita fé na Nossa Senhora de Fátima e, uma vez que ela está cá em Londres hoje, acho que tínhamos de estar aqui. É uma grande alegria", confessou. 
A imagem peregrina mantém-se na Catedral até domingo, iniciando em maio uma visita às várias dioceses de Inglaterra e País de Gales, sob a coordenação do Apostulado Mundial de Fátima em Inglaterra e Gales [http://www.worldfatima-englandwales.org.uk].
Segundo o calendário indicado, a imagem vai começar a digressão em Downside Abbey em 04 de maio e vai passar depois por dioceses e igrejas em Cardiff, Belmont Abbey, Southwark, Shrewsbury, Santuário de Nossa Senhora de Taper [País de Gales], Menevia, Nottingham, Ordinariato Pessoal de Nossa Senhora de Walsingham [Londres], Plymouth, Brighton, Birmingham, Hallam, Clifton, Portsmouth, Leeds, Middlesborough, Newcastle, East Anglia, Northampton, Salford e Wrexham. 
Hoje, após a coroação e uma missa, realizou-se num edifício adjacente à Catedral um simpósio com especialistas sobre Fátima.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Concerto: O povo cristão em peregrinação canta a Nossa Senhora

RAINHA DA PAZ 
O povo cristão em peregrinação canta a Nossa Senhora

Concerto de angariação de fundos 
promovido pela Igreja dos Pastorinhos 
no âmbito do caminho de preparação
para o Centenário das Aparições de Fátima.